Por Washington Uranga 

 

Através de um comunicado divulgado nos últimos dias, a organização SIGNIS Argentina, associação católica de comunicação, expressou sua condenação acerca do fechamento e precarização de vários espaços de cultura e comunicação em todo o território argentino, expressando "a nossa solidariedade para as pessoas que perderam seu trabalho, já que eles são os que mais sofrem neste momento ". Na mesma ocasião, foi denunciada a estratégia atrasada do governo em relação à nova lei de comunicação, enquanto "favorece grupos majoritários" e exige a aprovação precoce de uma norma que melhore a "democratização das comunicações".

 

O documento, que tem a assinatura de Isabel Gatti, como presidente, e vice-presidente Miguel Monfort, afirma que os contratos não foram renovados para "pessoas que trabalham profissionalmente em mídia estatal por vários anos" e que "em alguns casos contratou novas pessoas a um preço mais baixo, com as conseqüentes probabilidades de reduzir a qualidade dos produtos gerados ". Mas, segundo a Signis Argentina, a crise do setor não se limita aos meios e áreas do Estado porque "também algumas mídias privadas fazem pressões que não lhes permitem realizar suas tarefas com as garantias necessárias para o desempenho de seus trabalhos".

 

O documento dos comunicadores católicos também fala sobre o anúncio oficial do novo atraso de 180 dias para a apresentação do projeto "lei dos serviços convergentes". A este respeito, a Signis adverte: "Enquanto isso, um grande número de medidas foram tomadas sobre o assunto, que aumentará a hegemonia de certos grupos de mídia na gestão do bem público: comunicação social". Sem entrar no detalhe das regras e decretos emitidos pelo governo, Signis denuncia "que a estrada tomada lembra a década dos anos 90 quando continuou com a lei dos meios do Processo, e através de um enxame de os regulamentos favoreceram os grupos majoritários ".

 

"Ao considerar a comunicação e a cultura como " bem comum ", por sua inegável importância na constituição de nossas identidades culturais, estamos propondo que, por trás das atuais medidas, realizações importantes na geração de conteúdo comprometido com os valores de nossa identidade nacional e federal ". Observando também que "gostaríamos de ter avaliado os erros e melhorado o que foi devido", aponta Signis Argentina.

 

Não evita a análise dos comunicadores católicos de que "nosso compromisso com a democracia, nos faz ver que as decisões sobre essas questões são tomadas nos momentos em que os cidadãos estão descansando, depois de um ano que tem sido difícil para muitos argentinos". E é acrescentado, em conformidade, que "ocultar decisões não é a forma de fortalecer as instituições em nosso país".

 

 Por esta razão, diz Signis, "continuamos a solicitar os três poderes que governam o nosso país para que possamos manter e gerar políticas públicas de comunicação e cultura a longo prazo, incluindo todos os setores" porque, se não o fizerem, dizem os comunicadores católicos, "em alguns anos virão outras cores políticas que vão lançar ao mar o que foi feito anteriormente sem avaliar os possíveis sucessos e, dessa forma, continuaremos a aprofundar a distância entre os argentinos". 

 

 O documento conclui "pedindo diálogo em práticas concretas que possam estabelecer uma cultura real da reunião, como nunca se cansa de anunciar o nosso amado papa Francisco".

 



Signis Brasil/Signis ALC