Nesta quarta-feira, dia 15, o Papa recebeu 40 representantes de povos indígenas na antessala Paulo VI.

 

É que membros do Conselho dos Governadores do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD) estão reunidos para identificar formas de responsabilizar economicamente os índios.

 

“O principal desafio é conciliar o direito ao desenvolvimento com a tutela dos povos e territórios indígenas. E isto fica ainda mais evidente quanto atividades econômicas interferem com as culturas indígenas e sua relação ancestral com a terra”, disse o Pontífice.

 

Segundo ele, para garantir uma colaboração pacífica e sem conflitos entre governos e povos indígenas, deve prevalecer ‘o direito ao consenso prévio e informado’, algo que está assegurado pela Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas.

 

Outro aspecto ressaltado pelo Santo Padre é o reconhecimento das comunidades indígenas como parte da população que deve ser ‘incluída’ e não apenas ‘considerada’.


“Os indígenas devem ser valorizados e consultados; ter plena participação, local e nacionalmente”, afirmou.

 

Neste sentido, o Papa Francisco declarou que o IFAD pode cooperar com financiamentos e competência, pois “um desenvolvimento tecnológico e econômico que não deixa um mundo melhor e uma qualidade de vida integralmente superior não se pode considerar progresso”. (Enc. Laudato si, 194).

 

 “E vocês, em suas tradições, em suas culturas – porque o que vocês trazem na história é cultura – vivem o progresso com um cuidado especial pela mãe terra. Neste momento, em que a humanidade está pecando gravemente ao não cuidar da terra, eu vos exorto para que sigam dando testemunho disso e não permitam que novas tecnologias, aquelas que destroem a terra, destruam a ecologia, o equilíbrio ecológico e que terminam por destruir a sabedoria dos povos”, concluiu o Papa.

 

Ao final do encontro, ele abençoou os integrantes do grupo, e estendeu a bênção às suas comunidades. 

 

 

RCR/RV