A Mensagem do Pontífice para o I Dia Mundial dos Pobres foi publicada nesta terça-feira, dia 13, no Vaticano, e tem como tema: “Não amemos com palavras, mas com obras”.

 

O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Santo Padre na conclusão do Ano Santo da Misericórdia, com uma Carta Apostólica intitulada “Misericórdia e mísera”. A celebração, sinal concreto do Ano Jubilar, ocorrerá no 33° Domingo do Tempo Comum, que neste ano será em 19 de novembro.

 

O Papa começa a Mensagem fazendo citação evangélica do tema central: “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade”.

 

“Estas palavras do apóstolo São João são um imperativo do qual nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo ‘discípulo amado’ até os nossos dias, tem pleno sentido diante das palavras vazias que saem da nossa boca”, disse o Pontífice, e completou afirmando que “o amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres. Aliás, é bem conhecida a forma de amar do Filho de Deus: ‘Ele nos amou primeiro, a ponto de dar a sua vida por nós’”.

 

E mencionando assim a misericórdia, que brota do coração da Trindade, se concretiza e gera compaixão e obras de misericórdia pelos irmãos e irmãs mais necessitados, o Santo Padre fez diversas referências da vida de Jesus, que ecoou, desde o início, na primeira Comunidade eclesial, que assumiu a assistência e o serviço aos pobres com base no ensinamento do Mestre, que proclamou os pobres “bem-aventurados e herdeiros do Reino dos Céus”.

 

O Papa Francisco lembrou que, nestes 2 mil anos, muito da história foi escrita por cristãos que, na simplicidade e humildade, se colocaram a serviço dos seus irmãos mais pobres.

 

Aqui, citou alguns nomes que mais se destacaram na caridade, como São Francisco de Assis, testemunha viva de uma pobreza genuína. O Santo Padre recorda que, para os cristãos, discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de tudo, uma vocação; é seguir Jesus pobre; é o metro para avaliar o uso correto dos bens materiais.

 

“O nosso mundo, muitas vezes, não consegue identificar a pobreza dos nosso dias, com suas trágicas consequências: sofrimento, marginalização, opressão, violência, torturas, prisão, guerra, privação da liberdade e da dignidade, ignorância, analfabetismo, enfermidades, desemprego, tráfico de pessoas, escravidão, exílio e miséria. A pobreza é fruto da injustiça social, da miséria moral, da avidez de poucos e da indiferença generalizada! Diante deste cenário, não se pode permanecer inertes e resignados. Todos estes pobres – como dizia o Beato Paulo VI – pertencem à Igreja por ‘direito evangélico’ e a obriga à sua opção fundamental”, disse o Papa.

 

Por isso, o Pontífice conclui sua Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres convidando toda a Igreja a fixar seu olhar, neste dia, a todos os estendem suas mãos invocando ajuda e solidariedade.

 

“Que este Dia sirva de estímulo para reagir à cultura do descarte, do desperdício e da exclusão e a assumir a cultura do encontro, com gestos concretos de oração e de caridade, para uma maior evangelização no mundo. Os pobres não são um problema, mas “um recurso para acolher e viver a essência do Evangelho”, finaliza.

 

 

RCR/RV