O Diário Oficial publicou a nomeação de Mariana Ribas nesta segunda, dia 25, ela vai exercer cargo por quatro anos como diretora da Ancine na vaga de Roberto Lima, que ficou aberta no final de janeiro.

Mariana Ribas havia sido sabatinada e aprovada no Senado na semana passada.

Com sua nomeação, ela deixa a secretaria executiva do Ministério da Cultura, cargo que passa a ser ocupado por Cláudia Maria Mendes de Almeira Pedrozo, cuja nomeação também foi publicada nesta segunda. Com a nomeação de Mariana Ribas, a diretoria colegiada da Ancine volta a ficar completa, com quatro integrantes.

Trajetória

A carioca Mariana Ribas é formada em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, onde também fez especialização em Jornalismo Cultural. No MinC, antes de exercer a função de secretária-executiva, comandou a Secretaria do Audiovisual, trabalhando na execução de linhas de investimento relevantes para o desenvolvimento do setor. Antes, na RioFilme, empresa de investimento em audiovisual da Prefeitura do Rio de Janeiro, ocupou a Gerência de Fomento, a Diretoria Comercial e, em 2015, chegou ao cargo de diretora-presidente. Na Secretaria Municipal de Cultura do Rio, foi coordenadora de Produção e diretora de Fomento.   

Para Mariana Ribas, sua indicação é consequência de uma trajetória de 15 anos de muito trabalho e dedicação à cultura brasileira e à gestão pública. "O desafio que temos é garantir que a política pública seja adequada à realidade do mercado e que seja uma real indutora de desenvolvimento. Por isso, temos que buscar constantemente a eficácia dos processos e a desburocratização", diz.

Ela elogiou a nova política de audiovisual colocada em prática na gestão de Sá Leitão e disse que passos importantes foram dados no sentido de desburocratizar, agilizar os processos de seleção e contratação de projetos e garantir uma melhor distribuição dos recursos. "Precisamos dar continuidade a este trabalho, melhorando e diversificando a política de audiovisual, considerando as diferentes plataformas disponíveis hoje. Com isso, será mais fácil garantir o desenvolvimento do setor como um todo e elevar sua contribuição para o desenvolvimento do Brasil", afirma. 

Enquanto secretária-executiva do MinC, Ribas perseguiu a eficiência. Medidas de economia foram adotadas, garantindo uma redução de mais de R$ 7 milhões nos gastos anuais em 2017. Outro resultado importante foi a execução recorde do orçamento da pasta. "Em 2017, chegamos a 99,68% de execução orçamentária, um feito que denota eficiência na gestão. Nos últimos dez anos, o máximo já atingido havia sido 98,97%, em 2009", compara. Ribas também coordenou a remodelagem na estrutura do MinC, com o enxugamento de algumas áreas e a criação da Secretaria do Direito Autoral, uma antiga demanda do setor cultural e uma das principais realizações desta gestão.