Mais uma publicação norte-americana chama a atenção para o desempenho positivo do rádio nos EUA. Líder em alcance entre todas as plataformas, o rádio FM/AM parece não ser afetado pelo aumento do consumo de "novas mídias", especialmente o "streaming". A afirmação se baseia em relatório da Nielsen, destacada pela publicação online Business Insider, que sublinha que "o rádio nos EUA é mais popular do que você pode imaginar".

 

 

No quarto quadrimestre de 2016, o rádio chegou a 93% de alcance nos Estados Unidos de acordo com a Nielsen, superior aos 89% da televisão, 83% dos smartphones, 50% dos PCs e 37% dos Tablets. O portal Business Insider ressalta que a "possível morte lenta" das "antigas mídias" chega a ser uma afirmação comum, mas ela pode ser imprudente em relação ao rádio, se apoiando no seguinte dado: Cerca de 228 milhões de adultos nos EUA escutaram rádio de alguma forma em pelo menos uma vez por semana no quarto trimestre de 2016, segundo o relatório.

 

A publicação mostra ainda que o rádio, não smartphones ou PCs, atinge mais norte-americanos há cada semana do que qualquer outra plataforma de mídia. No entanto, lembra que a campeã de tempo gasto entre a população dos EUA continua sendo a televisão e que o smartphone está em franca expansão (cresceu 9% em consumo em um ano).

 

O portal Business Insider diz que o crescimento de novas mídias como "streaming / on demand" pode não impactar na diminuição do consumo de rádio FM/AM nos Estados Unidos. A publicação também reforça que "a maior parte deste uso de rádio vem de pessoas em carros", algo que também sugere (segundo a publicação) que outra narrativa comum atualmente, a de "morte do carro", ainda pode ser "um pouco prematura".

 

Vale lembrar que o conteúdo de rádio também conta com franca expansão nas plataformas virtuais, impulsionado por "caixas inteligentes" (aquelas que se conectam a qualquer aparelho via Bluetooth, por exemplo), aplicativos em smartphones, portais de internet, ativação da recepção FM em celulares, entre outros formatos. Esse alcance do rádio nos EUA (93%) é relacionado exclusivamente a audiência "off-line", ou seja, via FM ou AM.

 

No Brasil -  O alcance do rádio no país é de 89% nas principais regiões metropolitanas do Brasil, com base em estudos realizados pelo Kantar Ibope Media. O caso norte-americano se assemelha ao Brasil não apenas nos números, mas também nas particularidades geográficas e de consumo dos dois países: os dois contam com um elevado número de estações ativas (a maioria de caráter comercial, ou seja, visam audiência e faturamento). E, como de costume, o que acontece nos hábitos de consumo norte-americano pode significar uma tendência futura para o panorama brasileiro. 

 

E, a favor do rádio brasileiro, a presença da recepção FM em smartphones é superior ao panorama dos Estados Unidos, já que no mercado norte-americano a líder de mercado nessa área é a Apple (cujo o smartphone iPhone não conta com a recepção FM ativa, apesar de possuir o chip). 

 


 

RCR/TudoRádio